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18 novembre

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Agora, inverno toda vez que a vejo
Embora, um verão se acaso beijo
13 novembre

Poema extremamente piegas de saudade número onze doze zero

Não há nada mais deprimente nessa vida...
que matar uma rosa ainda não nascida...
que não acreditar nas mãos estremecidas...
e pior: saber que não existe coisa mais deprimente na vida...
10 avril

Ela e o ar

Deflora minha alma,
Meus ouvidos
À sua voz pertencem

E por mil alvoradas
Seu sorriso
Em meus olhos presente

Ela e o ar
Depertaram velhos mar
E luar
Que haviam sido deixados, por descaso, olvidar

1 janvier

Por Ti

É fato que o Sol vai embora todos os dias por se cansar de competir com o brilho que emana de ti
Que as flores se esvaem, primavera após primavera, por inveja da tua beleza
Que os pássaros procuram entoar os mais belos cantos para acompanhar a maravilha da tua voz

O escultor que possui mãos divinas não fará juz à tua beleza
O maior de todos os pintores não simulará tão belo sorriso
Mesmo poeta mais sensível não achará as verdadeiras palavras
Para exprimir teus encantos e desvendar tua suprema alma

Em Tuas Viagens

Passas pela minha floresta
Deixas teu aroma de rosas
Mas vais repousar sobre as pedras
Parece-me que é lá que moras

Cantas doces canções a mim
Pedes-me para contigo dançar
Mas ao longe pode-se ouvir
Serenatas de um outro ecoar

Deitas-te e ouve meu coração
Levantas-te e comigo choras
Mas escapas-te de mim
Mas escondes-te de ti

Contas-me de teus sonhos
Mostro-te sorrindo os meus
Minh'alma a ti eu proponho
Meu espírito juntar-se-á ao teu

Com Palavras

Acabaste de dar motivos
Para as fadas dançarem,
Os faunos tocarem,
Sob tons divinos

Acabaste de inspirar
Os mestres poetas.
Por rimas incertas
Não mais esperar.

Com um leve toque,
Acabaste de um mundo recriar
Com uma leve palavra,
Ao paraíso há de nos levar.
16 octobre

Nada

Uma torrente de insanidade nos fará enxergar.
A busca por novas terras leva sempre ao nosso próprio solo.
Alguns vales ao horizonte sempre parecem familiares.
É quando a noite cai que se ouve os mesmos sons do passado.
Tornamo-nos mais humanos ao cortejar nossos pesadelos.
Ao preparar nossos sonhos, é provável que caiamos em desespero.
Onde estávamos quando a inspiração nos foi tirada à foice?
Para onde levaremos o tesouro que antes fora puro e doce?
Adoremos os seres mágicos e suas histórias que foram contadas
Por nosso espírito em noites ilúcidas de deleite.
Esperemos que eles ressurjam no crepúsculo ou mesmo na alvorada
Em dança orgiástica e perturbadora aos olhos de mortais entes.
28 juillet

Nymphe

Les dieux m'ont déjà enseigné
de la nymphe rester près.

Ils m'ont déjà enseigné
comment les prier.

Un ordre des oracles semble sorti
de chaque mot que tu chantes.
Leurs yeux semblent surpris
par tes charmes qui enchantent.

Ils m'ont déjà enseigné
à regarder les nuages et voler

Mais ils ne m'ont pas enseigné
comment sur tes rêves mes mains poser.

Une simple note de flûte semble te faire sommeiller
et mes paroles pourraient,
une fois dans ton esprit entrées,
cent chimères réveiller.

Escrita em inglês por Casper.
Tradução ao francês por Botica

Hiperbóreo

A espera pelo vento hiperbóreo cessou
Ninfa minha
Exibe tuas belas vestes que hipnotizaram o eu satírico
Minha flauta agora toca lindas canções de torpor

Convence-me de que aquelas que dançam em rodas
São vítimas de uma pureza pervertida

Fomos cruzados por um grifo
Azuis eram suas patas
Roxos, os olhos que guardavam nosso divino leito

Moravas numa floresta longínqua
Colhias frutos que já não mais existem
O mais belo palácio de pedras disformes por ti fora feito

O som de tormentas calaram a música
Mas quando os tufões e terremotos se esvairem
Um eterno e doce refrão soará vigoroso a todos os ouvidos



23 avril

Linhas

Quebraram-se as linhas
delicadas sob as minhas
palavras proferidas ao relento

Pega-se as pedras
atiradas das ruelas
faz-se um muro, o teu mais novo invento

Cerram-se as bocas
das mais sóbrias feras loucas
que comem mais um pedaço do teu....estar...aqui.... ver [a ti mesmo] .
...
Também os olhos se vestem de lágrimas
As mãos de gás
E o rosto de âmbar

Convém aos lobos suprirem tuas práticas
Com velas e gás
O desgosto na garganta
17 octobre

Fênix

Deliciosos os tempos em que vivia
Naquele riacho,
Entre a morada da Fênix
E os olhos da Salamandra.

 
Caridosos os ventos que levavam
Aos cumes dourados.
Sempre doces, perenes
Onde encostei minha cama.

 
Caro pássaro dourado.
Não me deixe sair.
Há tempos não o vejo
É um Sol sempre a fugir.

 
Fui banido dum oásis que jazia
Em pleno rochedo.
Um mensageiro elétrico
Ainda há de nos reunir em seus contos.

 
Calor tênue nas savanas e
Chuva e estrelas
Qual será o mistério
Que ainda há entre mim e teus sonhos?

11 août

Volta

E a cega tocou as ruínas
De seu velho palácio

E tateou as folhas
De seu velho jardim
E sangrou sobre os galhos
E chorou sobre o carmim

Espalhou-se sobre as pedras
Espalhou-se sobre mim
28 juin

Helênica

Caia um profundo silêncio

Caia um profundo silêncio na nossa velha floresta
“Corra e eu te pego” tu me disseste primeiro
E quando crepitava a chuva nas folhas caídas
Quanto calafrio dentro da alma

Amargo vinho amarelo, lua pálida
Partem os soldados – partias tu também
E tinhas dentro dos olhos uma escura turvidez
um escuro... como se caísse a noite

Qual ferida vermelha que não fecha
A pequena capela perto da fonte
E um silêncio lívido na nossa velha floresta
Como te esquecer, aquele a quem a terra levou

-música grega-


22 mai

Mais uma jornada à cachoeira magnânima

Jornada

Somente uma parte do campo semeada
Mesmo assim parte à outra jornada

Cobrindo as estradas
Pálpebras inchadas
Cheiro de fumaça
Canto da cigarra

Perdendo ao longe as colinas escarpadas
Mesmo assim parte á outra jornada

Luzes apagadas
Ruas inacabadas
Não mais a sua casa
Agora só uma enseada

    Vejamos de que as crianças estão brincando

    Vejamos de que as crianças estão brincando

    Uma voz doce e suave chama

                                                         Após a tempestade

    Num cerimonial de trens trilhos & túneis
    Quem irá se juntar a você
    Durante a jornada a nenhures?

Frio

"Moro, num país tropical"...
...é o cacete
8 mai

Joseph Ratzinger está chegando.

Sacro Império
Composição sagrada em fogos apagados

Experimentação
Mestre da hipnose congrega fantasmas
Anfíbios mergulhados em solo infértil
Transe de um corpo inerte

Todos os semelhantes se precipitam
Caos na exposição
Um único ser parado na parede
Gritos calados pelo alçapão

Preguem-no

Luzes os trazem de volta à escuridão
Ajoelham-se
Palavras repetidas se oferecem
O rei ainda não está satisfeito
Acolherão amanhã um novo eleito

Julguem-no
Alterando-nos


26 avril

Perdurando

Segunda parte de um poema inexistente

E a princesa abandona o bobo da corte
para ter sua nobreza novamente.
23 février

sssssss

Ora ao palhaço e ri de Deus
15 février

Mais uma cavalgada elétrica

Flor minha

Flor minha
Achas-te pura & branca
Em tuas pétalas
Róseas, o destino
Lançou em ti seu orvalho.

Teu pistilo
De lágrima solve
Chuva
Ar
Sol
Vento
Perfume

 

casper