10월 17일
Deliciosos os tempos em que vivia
Naquele riacho,
Entre a morada da Fênix
E os olhos da Salamandra.
Caridosos os ventos que levavam
Aos cumes dourados.
Sempre doces, perenes
Onde encostei minha cama.
Caro pássaro dourado.
Não me deixe sair.
Há tempos não o vejo
É um Sol sempre a fugir.
Fui banido dum oásis que jazia
Em pleno rochedo.
Um mensageiro elétrico
Ainda há de nos reunir em seus contos.
Calor tênue nas savanas e
Chuva e estrelas
Qual será o mistério
Que ainda há entre mim e teus sonhos?